quarta-feira, 2 de julho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Quem são os menos evangelizados no Brasil?
Deus chamou
toda a Igreja para proclamar todo o Evangelho em todo o mundo. Há ainda mais de
2.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas
sem um verso bíblico em seu idioma e 2 bilhões de pessoas que não conhecem o
Senhor Jesus.
No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico.
1. Indígenas
Com 117
etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho1.
Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo
o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste2.
2. Ribeirinhos
Na bacia
amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas3 ao longo de
centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de
igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4.
3. Ciganos (sobretudo da etnia Calon)
Há cerca de
700.000 Ciganos Calon no Brasil5 e apenas 1.000 se declaram
crentes no Senhor Jesus. Os Ciganos espalham-se por todo o território nacional
nas grandes e pequenas cidades, vivendo em comunidades nômades, seminômades ou
sedentárias.
4. Sertanejos
Louvamos a
Deus por tudo que tem ocorrido no Sertão nos últimos 10 anos – centenas de
assentamentos sertanejos evangelizados e muitas igrejas plantadas. Há, porém,
ainda 6.000 assentamentos sem a presença de uma igreja evangélica6.
5. Quilombolas
Formados por
comunidades de afrodescendentes que se alojaram em áreas mais ou menos remotas
nos últimos 200 anos. Há possivelmente 5.000 comunidades quilombolas no Brasil,
sendo 3.524 oficialmente reconhecidas7. Estima-se que 2.000 ainda
permaneçam sem a presença de uma igreja evangélica8.
6. Imigrantes
Há mais de
100 países bem representados no Brasil por meio de imigrantes de longo prazo
com uma população de quase 300.000 pessoas9. Dentre esses, 27 são
países onde não há plena liberdade para o envio missionário ou pregação do
Evangelho. Ou seja, dificilmente conseguiríamos enviar missionários para
diversos países que estão bem representados entre nós, sobretudo em São Paulo,
Brasília, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.
7. Surdos, com limitações de comunicação
Há mais de 9
milhões de pessoas nesta categoria em nosso país e menos de 1% se declara
crente no Senhor Jesus10. Há pouquíssimas ações missionárias
especificamente direcionadas para os surdos em todo o território nacional.
8. Os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres
O oitavo
segmento não é sociocultural como os demais, mas socioeconômico. Divide-se em
dois extremos: os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres. As últimas
pesquisas nacionais demonstram que a presença evangélica é expressiva nas
escalas socioeconômicas que se encontram entre os dois pontos, porém
sensivelmente menor nos extremos11. Em alguns Estados brasileiros há
três vezes menos evangélicos entre os mais ricos e os mais pobres do que nos
demais segmentos socioeconômicos12.
A Igreja de Cristo foi chamada para ser sal da terra e luz do mundo onde estiver e por onde passar (Mt 28.19). Foi-lhe entregue também um critério de prioridade nas ações evangelizadoras: onde Cristo não foi anunciado (Rm 15.20). É, portanto, momento de orar pelo mundo sem Cristo, por a mão no arado e não olhar para trás.
Ronaldo Lidório é doutor em antropologia e missionário da Agência
Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão AMEM. É organizador de Indígenas do Brasil - avaliando a
missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
Notas:
1. Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais do Brasil(DAI/AMTB).
2. Há 32 etnias indígenas no Nordeste ainda sem presença missionária, segundo pesquisa da Aliança Evangélica Indígenas do Nordeste e AMTB.
3. Reconhecidas pelo IBGE 2012.
4. Projeto Fronteiras – pesquisa entre comunidades tradicionais da Amazônia – dados parciais 2014.Associação Evangélica Pró Ribeirinhos do Brasil.
5. Missão Amigos dos Ciganos – Dados 2014. Associação Evangélica Pró Ciganos do Nordeste
6. Missão JUVEP – Dados 2014.
7. Fundação Palmares.
8. Os dados são parciais. Pesquisa em andamento pela Associação Evangélica Pró Quilombolas do Brasil.
9. IBGE 2012: 268.201 imigrantes no Brasil.
10. IBGE 2014.
11. IBGE 2010, 2012 e 2014.
12. Projeção de dados quantitativos por categoria socioeconômica.
Link: http://www.ultimato.com.br/conteudo/quem-sao-os-menos-evangelizados-no-brasil
terça-feira, 20 de maio de 2014
Escola de Missões DAVID BRAINERD na CAS - São Sebastião/DF
Durante os meses de maio e junho de 2014, a Missão SAEM estará ministrando a Escola de Missões DAVID BRAINDERD na CAS em São Sebastião/DF. O curso é teórico e prático.
Veja algumas fotos:
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| Foto tirada depois da aula. |
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| Pastor Luciano Paes Landim lecionando sobre O Preparo Missionário. |
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| Pastor Luciano Paes Landim lecionando sobre O Preparo Missionário. |
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| Irmão Raul Tenório lecionando sobre A Oração e o Estudo Bíblico na Vida do Missionário. |
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| Irmão Raul Tenório lecionando sobre A Oração e o Estudo Bíblico na Vida do Missionário. |
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| Momento de Intercessão Missionária. |
domingo, 20 de abril de 2014
Seminário MPGD
Com o objetivo de proporcionar
conscientização e capacitação missionária, o Ministério de Treinamento
da Missão SAEM estará ministrando o Seminário MISSÕES PARA A GLÓRIA DE
DEUS em duas cidades do Distrito Federal: São Sebastião e Guará II. Na
ocasião, o presidente/fundador da Missão SAEM, pastor Luciano Paes
Landim, estará ministrando os temas:
1. O Caráter Missionário da Bíblia.
2. O Caráter Missionário de Deus.
3. Missões Para a Glória de Deus.
Obs.: Será exibido um filme missionário.
No valor do investimento estão inclusos o direito de assistir as palestras, a apostila de 16 páginas e o kit de livretos escritos pelo palestrante MISSÕES PARA A GLÓRIA DE DEUS.
Agende um Seminário em sua igreja:
Contatos:
Fone: (61) 8460-9254
E-mail: missao.saem@hotmail.com
Acesse: www.missaosaem.blogspot.com
quinta-feira, 10 de abril de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
sábado, 16 de novembro de 2013
Resumo da 1ª Palestra do TREINAMENTO BÍBLICO DE EVANGELISMO
O Que é o Evangelho?
Rm 1.16,17 e Gl 1.9
(Ontem, 15 de novembro, foi realizado o Treinamento Bíblico de Evangelismo na Igreja Internacional BOAS NOVAS em São Sebastião/DF. Abaixo, um resumo da 1ª Palestra)
(Ontem, 15 de novembro, foi realizado o Treinamento Bíblico de Evangelismo na Igreja Internacional BOAS NOVAS em São Sebastião/DF. Abaixo, um resumo da 1ª Palestra)
Introdução:
1. Sorrateira e imperceptivelmente, temos
trocado o evangelho puro e verdadeiro por outro inteiramente sujo e falso. O
problema reside exatamente aí: o falso evangelho “aparenta” ser poderoso para
salvar, entretanto, obscurece a verdade e sucumbisse na perdição. Ele é
totalmente diferente. Ele falha justamente em não produzir arrependimento,
humildade, transformação e salvação.
2. O evangelismo moderno diz: “Jesus te ama,
vamos à minha igreja?”, porém, o evangelismo bíblico diz: “Arrependa-se dos
seus pecados e creia no Filho de Deus”.
3. Hoje as pessoas “testemunham”: “Antes
de conhecer Jesus eu não tinha casa nem carro, agora que eu conheço Jesus tenho
casa e carro”, mas os cristãos da igreja primitiva testemunhavam: “Antes de
conhecer Jesus eu tinha casa e fazenda, agora que conheço Jesus vendi tudo e
distribui aos pobres”.
4. O evangelho moderno diz: “Não morrerei
enquanto as promessas de Deus não se cumprir... Quem tem promessas de Deus não
morre não”. O antigo e verdadeiro evangelho diz: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as
promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram
estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb 11.13).
5. Inquirições: O que é o evangelho? O que não é o evangelho? Como
distinguir o verdadeiro do falso?
I. O que não é o evangelho:
1. Evangelho não é autoajuda: “Acredite em si
mesmo” (o mantra mais repetido da Nova Era), “Siga o seu coração”. Por que eu
não creio em pregações de autoajuda:
a) Pregações de
autoajuda ensinam aquilo que o povo quer ouvir e não o que precisa ouvir.
b) Pregações de
autoajuda tiram Cristo do foco. O foco central de mensagens deste tipo de
mensagem é a satisfação humana.
c) Pregações de
autoajuda são desprovidas de arrependimento, quebrantamento e centralidade
das Escrituras.
d) Pregações de autoajuda
não focam na glória de Deus. Para os pregadores do bem estar, o que importa é a
busca pela plenitude de vida, ainda que com isso, Deus tenha que ser
transformado em um menino de recados.
2. Evangelho não é confissão positiva: “Determine e as
coisas vão acontecer”, “determine que o seu casamento vai ser restaurado”,
“decrete a sua vitória” (isso é paganismo). O certo é crer e obedecer a Palavra
de Deus. Razões porque eu não creio na confissão positiva:
a) A confissão positiva substitui a fé em
Deus pela habilidade de ter fé em si mesmo: O simples fato de confessar
positivamente o que se crê faz com que o desejo confessado aconteça. Devemos
lembrar de que o termo “decreto” pertence somente ao Senhor
b) A confissão positiva aniquila a soberania de Deus: Deus não depende das
palavras dos homens para agir. Deus é e sempre será Soberano. Soberania é o
atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas
criadas, determinando-lhe o fim que desejar.
c) A confissão positiva enaltece o homem: Quando entendemos
biblicamente quem na realidade é o homem, ficamos sobremaneira conscientes de
nossas falhas e limitações. Quanto mais a confissão positiva enaltece o homem,
mais vemos o seu erro. A Bíblia nos mostra claramente que o homem nada é
comparado ao Senhor nosso Deus.
d) A confissão positiva dá mais valor a palavra falada
do que às Escrituras: Onde fica a luta de reformadores como Lutero?
Muitos foram aqueles que lutaram para que hoje tivéssemos a Palavra de Deus em
nossas mãos. Muito sangue foi derramado para que pudéssemos ler às Escrituras
sem a interferência da vontade humana.
3. Evangelho não é teologia da
prosperidade: Razões porque eu não creio na teologia da prosperidade:
a) Porque a Bíblia afirma que não posso
servir a Deus e ao dinheiro:“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou
há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao
outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6.24).
b) Porque o amor do dinheiro é raiz de
todos os males: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e
alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com
muitas dores” (1Tm 6.10).
c) Porque a teologia da prosperidade não
ensina o arrependimento de pecados, ensino este (arrependimento) que é ordenado
por Jesus: “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão
de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc 24.47).
d) Porque a teologia da prosperidade não
me ensina estar contente:“Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos
contentes” (1Tm 6.8).
II. O que é o evangelho:
1. Evangelho não é moda ou diversão. No
evangelho a renúncia é diária (Lc 9.23): “Dizia a todos: Se alguém quer
vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.”
2. Marcos 1.14-15 diz que Jesus começou
seu ministério pregando o evangelho de Deus, uma mensagem resumida em “o
tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo”.
3. A diferença entre o falso e o
verdadeiro evangelho jaz no fato de que o falso preocupa-se por demais em
“ajudar” o homem (ele é antropocêntrico), suas bases estão no egocentrismo e na
egolatria, e o verdadeiro glorifica a Deus (é cristocêntrico), seu centro de
referência é Deus.
4. O verdadeiro evangelho ensina os homens
a glorificarem a Deus, o falso evangelho ensina os homens a se sentirem
melhores.
5. O verdadeiro evangelho prega a salvação
pela graça – o caminho de Deus ao homem. O falso evangelho prega a salvação
pelas obras – o caminho do homem a Deus. O verdadeiro aborda Deus, o falso
aborda o homem.
6. Evangelho não é apenas que tudo está
bem conosco, mas também que a ira de Deus sobre nós foi tirada pelo sangue de
Jesus.
7. Evangelho não é apenas que Deus é amor.
Deus também é justo e santo.
8. Evangelho não é apenas que Jesus quer
ser nosso amigo. Jesus é o nosso único Senhor e Salvador.
9. O Evangelho é sobre o que Cristo fez.
10. Evangelho é uma fé crescente, uma esperança firme e segura quanto ao que
há de vir.
11. As boas novas sobre Jesus não é que consigamos apenas nos livrar do
inferno gratuitamente, mas que nós nos tornemos como o próprio Jesus e sejamos
capacitados a viver e reinar com ele eternamente no novo céu e na nova terra.
12. Deus nos chama a arrepender-nos de nossos pecados e crer somente em
Cristo.
13. Devemos pregar a Lei e a Graça. A Lei mostra a doença. A Graça mostra o
remédio.
14. Ilustração: Nenhum médico deve esconder a doença do paciente. E nenhum médico
deve esconder o remédio do doente.
15. Rm 1.16: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder
de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”.
Conclusão e Aplicações:
1. Renove o seu compromisso de crer no
verdadeiro evangelho: “O evangelho é a única esperança para a humanidade.
A igreja não pode substituir o evangelho por outra mensagem. O propósito de
Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo” (Hernandes Dias
Lopes).
2. Renove o seu compromisso de defender o
verdadeiro evangelho:“Quanto a mim, continuarei a defender o antigo evangelho, não posso
fazer outra coisa. Se Deus me ajudar, suportarei as consequências do que os
homens julgam ser obstinação” (Charles Spurgeon).
3. Renove o seu compromisso de pregar a
cruz de Cristo: “O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar
o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não
é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa
banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galileia, ou mesmo de uma
sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado
quando Cristo é 1publicamente exposto na sua cruz’” (John Stott).
Nos laços do calvário que
nos une,Luciano Paes Landim.
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